Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Autores
Outubro 01, 2007

Carlos Amaral Oscilo entre os impulsos e os sentimentos que me movem internamente; e os estímulos e as sensações que me provocam do exterior. Nessa articulação paradoxal desperto metáforas e cliques mentais e a iluminação (”Satori”) - um rasgo “divino”. Resgato doses de significados para as palavras e para a vida. Se não descubro a surpresa no que vou dizendo, prefiro então calar-me, pois entendo nestes casos: ser “o silêncio de ouro”.

Portanto, a escrita coloca-me face a face com o fascínio da embriaguez e da surpresa.

 

Henrique de Lemos “Eis um economista que beneficiou o país ao entrar na pré-reforma. Consegue expor, com recurso a uma imagética repleta de fantasia, as suas próprias fragilidades e frustrações nos meandros da sua ficção.”  Diogo Vilar, Crítico Literário  

 

Hugo V. Costa Homem de poucas palavras. Arranja as mais bonitas para vender o que é dos outros. Ocasionalmente, faz rimar verso com refrão. A escrita vem de dentro. Algumas vezes chega cá fora.

 

Inês Maria Gosto muito de imagens e a minha imaginação é um passatempo diário, ao qual não posso fugir. Já tentei dedicar-me ao sudoku, xadrez e até mesmo às palavras cruzadas, mas as palavras de que preciso não se cruzam, escorrem estreitas, engolidas por um copo de fundo preto…

 

Jorge Flores Diz que se repete. E repete-se. E repete-se. Mas alega que o próprio Charles Bukowski e o seu mestre John Fante escreveram sempre o mesmo livro.

 

José Xavier Ezequiel Adora detectives falhados, bófias corruptos e mulheres à paisana. Odeia génios dedutivos, polícias de sotaina e finais onde o amor vence para todo o sempre. Se Deus lhe deu duas mãos, o Diabo deu-lhe três pernas. Sem poder fugir ao seu destino, tem passado a vida a jogar ao par ou ímpar. Em 2007 publicou o seu primeiro romance fados & desgarrados na Campo de Letras. E tomou-lhe o gosto. Por isso, se tudo correr de feição, ainda este ano publicará o segundo.  

 

J.P. Limão Simples ou com gelo. Histórias sem aditivos, misturas, corantes ou conservantes. Olhares de um antropologista sem campo de estudo, jornalista a meio tempo, e amador de fotografia. Histórias simples, por vezes cínicas, outras nem tanto.

 

Maria Helena Exagerada nos gestos e nas emoções, indisciplinada, inconstante, irrequieta e incapaz de aceitar as minhas próprias limitações, é na escrita que encontro a serenidade. Sem preocupação de estilo ou quaisquer pretensões literárias, escrevo apenas. Porque das poucas certezas que tenho na vida é que sem palavras não sei respirar.


tags:

publicado por Instantes Decisivos | link do post | comentar